"Quando você chegar ao seu futuro, vai culpar o seu passado"? (Robert Half)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Mudança no polo magnético da Terra faz aeroporto pintar pistas


Uma mudança no eixo magnético da Terra obrigou o aeroporto de Tampa, nos Estados Unidos, a fechar sua pista para reformas. A derivação do Polo Norte magnético obrigou a administração do aeroporto, que fica na Flórida, a repintar as pistas de pouso para que as informações de direção de pouso permanecessem compatíveis com o indicado pelas bússolas.
O nosso polo magnético tem se movido a uma velocidade de mais de 60 km/ano em direção à Rússia, dizem os pesquisadores. Com isto, bússolas de todo o mundo apontam para direções levemente diferentes, alterando a leitura de instrumentos que dependam de suas medidas. Além de aviões, navios e até mesmo o aplicativos para celular, como o Google Maps, e programas de Astronomia podem ser afetados pelo movimento do polo - mas nada que uma atualização não resolva.
Apesar de aviões comerciais disporem de equipamentos como GPS, que não dependem da posição exata do polo magnético, os padrões aeronáuticos ainda se baseiam na medida de bússolas convencionais. Por isto o aeroporto de Tampa será fechado e suas pistas repintadas indicando a nova direção relativa dela em relação ao polo, informa o jornal local Tampa Bay Tribune.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4878487-EI238,00.html

Como os animais navegam pelo campo magnético da Terra


Alguns pesquisadores acreditam que certos animais usam bússolas internas próprias para se localizar nas migrações e grandes deslocamentos. Mas, para algumas pessoas, isso é pura fantasia. Agora, há boas evidências de que muitas espécies – incluindo pombos, tartarugas, galinhas, ratos, e possivelmente o gado – podem detectar o campo geomagnético da Terra, às vezes com uma precisão surpreendente.
As jovens tartarugas-cabeçudas, por exemplo, lêem o campo magnético da Terra para ajustar a direção em que nadam. Com a ajuda do sensor magnético, elas ficam sempre em águas quentes durante a primeira migração ao redor da borda do Atlântico Norte.
Com o tempo, elas parecem construir um mapa magnético mais detalhado, aprendendo a reconhecer as variações na intensidade e direção das linhas de campo, que são posicionadas mais acentuadamente em direção aos pólos e mais planamente no equador magnético.
O que não se sabe, entretanto, é como elas sentem o magnetismo. Parte do problema é que os campos magnéticos podem atravessar os tecidos biológicos sem os alterar, de modo que os sensores poderiam, teoricamente, estar localizados em qualquer parte do corpo. Além disso, a detecção poderia não precisar de uma estrutura especializada para isso, mas acontecer a partir de uma série de reações químicas.
Mesmo assim, muitos pesquisadores acreditam que os receptores magnéticos existem na cabeça das tartarugas e de outros animais. Eles poderiam ser baseados em cristais de magnetita, que se alinham com o campo magnético da Terra. Esse mineral já foi encontrado em algumas bactérias e em peixes como o salmão e a truta-arco-íris – que também parecem controlar o campo magnético da Terra à medida que migram.
Mas como uma tartaruga sabe o caminho correto em uma viagem de 14 mil quilômetros pelo oceano a partir dessa hipótese? Alguns pesquisadores apostam que a cabeça do animal seria puxada para o lado correto. Imagine que você está nadando, e quando você vai para o leste, a sua cabeça é puxada para o oeste – é mais ou menos essa a sensação que sentiriam as tartarugas.
Essa é uma das possibilidades. A outra é que pode haver fotopigmentos nos olhos dos animais, conhecidos como criptocromos, que detectam o campo magnético quimicamente e fornecem “dicas visuais” que podem ser usadas como uma espécie de bússola. Se for assim, o animal poderia ver o campo magnético através de padrões de mudanças, como um conjunto de luzes ou cores que se alteram dependendo da direção.
Há algumas evidências de que este pode ser o caso, pelo menos em alguns tipos de animais. Os criptocromos são encontrados na retina de aves migratórias e parecem ser ativados quando as aves estão voando e usando o campo magnético. Além disso, as células contendo criptocromo se conectam com uma região do cérebro que, quando removida, impede a habilidade da ave navegar pelo campo magnético.
Até descobrirmos como esses animais detectam o campo, infelizmente não chegaremos nem perto de saber o que eles vêem e sentem. Mas há um fio de esperança em chegarmos a uma conclusão, com a recente descoberta de que moscas de fruta e peixes-zebra podem detectar campos magnéticos.
Seus cérebros menores e menos complexos tornarão os estudos mais simples do que os que são feitos com as tartarugas selvagens e pombos. Quem sabe, em breve, descobriremos que espécie de bússola ou mapa está presente (e bem escondida) no corpo dos animais. [NewScientist]

…e novamente pássaros caem do céu nos Estados Unidos


Apesar desta notícia ter sido publicada no site sensacionalista weeklyworldnews.com, e ainda com o título ‘OVNI derruba pássaros sobre [0 estado de] Maryland‘, o fato realmente aconteceu. Só que não há prova alguma de que tenha sido causado por um OVNI.
Esta já é a quarta vez em pouco mais de um ano que publicamos algo relacionado a esse fenômeno, o qual ainda não foi completamente explicado.
Nas vezes anteriores a explicação dada pelos cientístas foi de que fogos de artifício teriam assustado os pássaros; contudo, no dia 15 de fevereiro passado não havia nenhuma festividade para causar alvoroço com os pássaros.
Veja os seguintes links para as notícias anteriores:
A notícia mais recente diz que centenas de pássaros caíram do céu na auto-estrada I-95 na quarta-feria (15/2), causando um engarrafamento naquela região do estado de Maryland.
A Comissão de Caça e Pesca de Maryland disse que começou recebendo relatos sobre pássaros mortos aproximadamente às 23h30min da noite anterior. Os pássaros caíram por sobre uma área de 16 quilômetros,e um levantamento aéreo indicou que nenhum pássaro foi encontrado morto fora dessa área.
A maioria dos pássaros estavam nas pistas que iam em direção norte, em Laurel.
Eu passo por aqui toda a hora e nunca vi nada igual antes,” disse Ray Wheltle.
O tráfego ficava cada vez mais congestionado à medida que os motoristas reduziam a velocidade preocupados com os pássaros e seus carros.
Algumas pessoas suspeitaram de algo sinistro. “Produtos perigosos para o meio ambiente, toxinas no ar ou no ambiente,” disse uma pessoa.
O biólogo Sam Comito, do Departamento de Recursos Naturais de Maryland, acredita que os pássaros foram atacados por alguma força externa. Ele não suspeita de doenças e está mandando amostras dos pássaros para um laboratório.
A ornitóloga Elisabeth Pfeffer, que examinou muitos dos pássaros, disse que eles mostravam alguns sinais de trauma físico, com várias marcas de queimaduras nas asas. Primeiramente ela teria suspeitado que o bando poderia ter sido atingido por relâmpago ou granizo à grandes altitudes.
O site de origem desta notícia colocou muitas coisas sensacionalistas nesta matéria, e só publicamos aqui os fatos que aparentemente são concretos.

n3m3

Fonte: ovnihoje.com



Estudo mostra como próximo novo continente deve se formar

'Amásia' seria resultados do encontro dos continentes americano e asiático.
Grande massa de terra ficaria a 90 graus de longitude oeste da África.

A união dos continentes americano e asiático é apontada como o próximo supercontinente na Terra, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos. O trabalho é tema da edição desta semana da revista científica “Nature”.

Teorias tradicionais para explicar o ciclo de supercontinentes dizem que essas grandes massas de terra são formadas de duas maneiras: ou no mesmo lugar que o supercontinente anterior ocupou ou no lado oposto do globo terrestre.
Mas a equipe norte-americana apresentou uma posição alternativa para Amásia. O próximo supercontinente ficaria a aproximadamente 90 graus de longitude oeste de distância da Pangeia, último grande supercontinente no passado, cujo centro geográfico ficava onde hoje está a África.
Eles sugerem que Amásia será formada pelo deslizamento de placas tectônicas -- uma debaixo da outra --, o que daria fim ao oceano Ártico a ao mar do Caribe. Segundo o modelo, a América permaneceria na mesma posição e receberia o encontro das placas asiáticas.
Os autores do estudo afirmam que o modelo que criaram é consistente para calcular as posições de outros supercontinentes no passado como Pangeia e Rodínia.
Ilustração mostra movimento dos continentes atuais para formar Amásia. À esquerda, o deslocamento na direção do Polo Norte. Ao lado, o resultado final do encontro. (Foto: Nature / Divulgação)
Ilustração mostra movimento dos continentes atuais para formar Amásia. À esquerda, o deslocamento na direção do Polo Norte. Ao lado, o resultado final do encontro. (Foto: Nature / Divulgação)

Fonte: Do G1, em São Paulo,
08/02/2012 16h37 - Atualizado em 08/02/2012 16h51

Como as tempestades solares podem nos ajudar

 
 
 
As tempestades solares de 2012 têm um lado positivo, e de alguma maneira, animador. O pesquisador alemão Dieter Broers sustenta a tese que as alterações no campo magnético da Terra, provocadas pelas tempestades solares, alterarão nossa percepção de tempo e de realidade e, dependendo de nossa preparação, produzirão em nós experiências do tipo místico, mudanças de consciência, alucinações e quem sabe, poderes mentais.

Dado o aumento súbito da atividade solar nas últimas semanas, é mister considerar uma análise mais detalhada dos trabalhos do pesquisador alemão.

Em que Dieter Broers fundamenta suas teorias sobre as tempestades solares?

Alguns experimentos realizados por Broers levaram a descobrir que o estado de consciência de uma pessoa pode ser alterado expondo o cérebro a campos eletromagnéticos de certa intensidade. De acordo com suas investigações, um campo magnético normal nos permite manter um estado de consciência normal e uma percepção de tempo normal. Por outro lado, um campo magnético severamente anormal ou a ausência do mesmo, provoca estados mentais alterados e uma distorção em nossa percepção de tempo.



Para Broers, que há trinta anos investiga este campo da ciência, o efeito das perturbações geomagnéticas criadas pelas tempestades solares é similar aos efeitos das drogas alucinógenas. Quando somos expostos a este tipo de campo magnético, nosso cérebro produz uma série de substâncias que são as que geram essas alucinações ou distorções de tempo e realidade.

“Os estados mentais alterados são provocados por processos neuroquímicos e pela produção de substâncias psicoativas ou alucinógenas. Sob certas condições, o cérebro é capaz de produzir o que poderíamos chamar substâncias ilegais.“

As tempestades solares dos próximos anos podem fazer que nossos cérebros gerem substâncias capazes de produzir fortes alucinações. Essas alucinações serão totalmente reais para a pessoa que as experimente e afetarão nossos sentidos de diferentes formas: o tempo parecerá mover-se mais lentamente, veremos presenças estranhas, escutaremos vozes, perceberemos forças invisíveis e sentiremos uma poderosa união com o universo que nos rodeia.


Dieter Broers afirma que as tempestades solares de 2012 e 2013 provocarão não somente estados alterados desconcertantes, mas também estados extremadamente prazerosos que alguns poderiam chamar de “iluminação”, como o que experimentaram Moisés, Joana D’Arc, e Paulo de Tarso.

Nem todos sentiremos o mesmo, ou reagiremos da mesma forma. Algumas pessoas experimentarão paz e euforia, assim como outros passarão por momentos de agressividade e depressão. O fator determinante para ter uma experiência negativa ou positiva será o medo. Assim como uma pessoa poderia escapar aterrorizada ante uma presença estranha, outra poderia dar-se conta que essa presença é parte de sua própria consciência, e outra poderia iniciar um diálogo com a misteriosa presença sobre as origens da vida. Por isso, Broers aconselha que preparemos nossas mentes meditando.
“Inclusive se você tem dúvidas sobre que tipo de “iluminação” poderia experimentar, deveria, não obstante, começar a meditar tão logo seja possível para que possa experimentar estes estados alterados de consciência em um estado receptivo”



Se estivermos predispostos não haverá medo, e se nos encontrarmos em um estado receptivo poderemos aproveitar a experiência. Só dependerá da gente que tais alucinações se convertam em momentos de “iluminação espiritual”.
Para que servem todas essas alucinações? O que tem de positivo nisso tudo?

Segundo Broers, muitos pacientes têm sido tratados com êxito usando os efeitos dos campos eletromagnéticos no cérebro. A terapia, também chamada “terapia de mega-ondas”, consiste em administrar campos eletromagnéticos, idênticos aos que encontramos na natureza, através de dispositivos colocados na cabeça dos pacientes. Esta terapia tem uma elevada porcentagem de cura graças ao fato de que pela primeira vez, os pacientes são capazes de entender a causa de seu problema.

A mesma terapia aplicada a pacientes sãos ou sem problemas, provocou nestes a experiência de um estado de consciência alterado que lhes permitiu ver a realidade e as coisas deste mundo, em um contexto muito mais abrangente.

“Estes descobrimentos também podem se aplicar a situação atual do mundo. Se vermos a crise global como o sintoma de uma enfermidade e olharmos profundamente dentro da gente, seremos capazes de identificar a causa atual dessa enfermidade. Se nossos esforços para nos salvar são focados nos sintomas de nossa condição, não encontraremos uma cura verdadeira. Só poderemos salvar o planeta se reconhecermos, primeiro, a verdadeira causa da enfermidade. Este tipo de reconhecimento pode ser obtido através da influência de campos eletromagnéticos. Se, por exemplo, cada ser humano na Terra fosse exposto a este campos eletromagnéticos, uma consciência coletiva nasceria nos seres humanos.”



Esta exposição coletiva da humanidade a campos eletromagnéticos que Broeck se refere, poderia ser provocada por uma forte tempestade solar nos próximos anos. O cientista alemão acredita que uma série de tempestades solares de alta magnitude não somente provocará experiências místicas ou alucinações e mudanças de consciência sobre o dano que infligimos ao planeta, mas também poderia por em funcionamento partes do cérebro que nunca utilizamos.

“Estou convencido que atualmente nos encontramos no meio de um processo que compreende a reestruturação de nossas redes neuronais, e que o catalisador desse processo é a elevada atividade solar-geomagnética cujas consequências são temidas por tanta gente. Contudo, todos os fatos e descobrimentos, apontam para a inegável conclusão que a evolução nos permitirá, pela primeira vez na historia humana, usar o enorme potencial de nossos cérebros.”

Para Broers, os humanos usam uma ínfima parte do cérebro, e sustenta que é como si usássemos a área de uma partícula de poeira quando dispomos de uma mansão de quinhentos quartos.
Quantas tempestades solares de elevada magnitude poderiam ser suficientes para alterar nossas realidade? As alucinações seriam o primeiro sinal de que estamos usando novas áreas de nosso cérebro. O que vem depois é terreno desconhecido: poderes mentais? telepatia? propriedades quânticas?, realidades paralelas? outras dimensões?…

“Tendo em vista o fato que os campos eletromagnéticos podem ajudar a um paciente a identificar a causa de uma enfermidade, é bem possível que as forças eletromagnéticas do cosmos possam fazer que a raça humana se dê conta da enfermidade que ataca a nosso planeta. As condições para uma expansão de consciência estão dadas.”

Oxalá que não necessitemos ser golpeados por uma tempestade solar gigantesca para começar a reverter a crise planetária. Se bem que, a essa altura do campeonato, parece que somente algo assim tão radical nos fará mudar de rumo.

Fonte: Blog Los Divulgadores

2012, 2013 - A NASA e as Tempestades Solares


A NASA acredita que pode tomar medidas para nos proteger de tempestades solares. Esse tipo de evento, durante a qual um chuveiro de partículas de alta energia golpeia o planeta, provocando apagões e todos os tipos de distúrbios elétricos poderia ser previsto em tempo suficiente para tomar medidas para minimizar seus efeitos. Um sistema de alerta constituído pela nave espacial SOHO e pelas sondas gêmeas STEREO da NASA, nos permitiriam fazer um modelo 3D do fenômeno e desconectar os sistemas essenciais antes que sejam afetados.

As estatísticas mostram que a cada cem anos ocorre uma tempestade solar poderosa o suficiente para tingir o céu da Terra com deslumbrantes auroras vermelho-sangue. Lamentavelmente, esse tipo de fenômeno não se limita à produção de espetáculos visuais assustadores, mas afeta o funcionamento de bússolas e satélites, produz apagões, interfere nas redes de telecomunicações e afeta quase todos os equipamentos eletrônicos que a nossa civilização usa diariamente.

Felizmente a maioria das tempestades solares não são suficientemente grandes para causar efeitos do tipo “Hollywood", mas algumas delas podem realmente nos trazer problemas. Em 1859, por exemplo, ocorreu o chamado "Evento Carrington", uma super tempestade solar que interrompeu o tráfego telegráfico, tendo até mesmo queimado alguns de seus escritórios. Se um evento semelhante ocorresse no mundo atual, as perdas econômicas e de vidas humanas seriam enormes.

Desconecte o tempo

Um relatório divulgado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos em 2008, advertiu que, se uma tempestade solar "importante" se produzisse na atualidade, experimentaríamos apagões generalizados de eletricidade, inclusive seriam danificados muitos dos principais transformadores usados nas redes distribuição de energia elétrica. Para evitar isso, a NASA está trabalhando em um projeto chamado "ESCUDO SOLAR" (Solar Shield), destinado a alertar as empresas de distribuição de eletricidade sobre a possibilidade de um evento deste tipo com o tempo suficiente para realizar a parada preventiva de seus sistemas.

De acordo com Antti Pulkkinen, um pesquisador da Universidade Católica da América, que trabalha no Goddard Space Flight Center da Nasa, "Solar Shield é um sistema de segurança, novo e experimental, aplicado à rede de distribuição de eletricidade na América do Norte. Nós acreditamos que ele pode ser útil para desconectar a tempo transformadores específicos a partir das previsões das quais eles poderiam ser afetados por uma tempestade solar.”

A causa do mau funcionamento das redes elétricas durante esses eventos tem sua origem em um efeito conhecido como GIC (Geomagnetically Induced Current ou Corrente Induzida Geomagneticamente). Quando a nuvem de partículas de partículas solares geradas durante uma tempestade atinge o campo magnético da Terra faz com que ela comece a "tremer". Essas vibrações magnéticas induzem correntes em todas as regiões da atmosfera, sobrecarregando circuitos, interruptores e, em casos extremos, derretendo as bobinas dos transformadores elétricos.

As "tempestades Halloween"

Isso já aconteceu na história recente: uma tempestade geomagnética muito menos grave que o Evento Carrington deixou sem energia elétrica durante nove horas toda a província canadense de Quebec em 13 de março de 1989. Nesse dia foram danificados transformadores em Quebec, Nova Jersey e Grã-Bretanha, contabilizando-se mais de 200 anomalias na rede de distribuição elétrica de vários países. Em outubro de 2003 as "tempestades de Halloween" provocaram apagões em várias áreas do sul da Suécia e da África.

Por terríveis que pareçam estes casos, o fato é que nenhuma dessas tempestades podem ser comparadas com o "Evento Carrington", e de acordo com a North American Electric Reliability Corporation (NERC) e o Departamento de Energia dos EUA os sistemas modernos de distribuição de energia são ainda mais sensíveis ao GIC. O projeto da NASA poderia evitar estes problemas. Pulkkinen explica que “o escudo solar entra em ação quando se detecta uma ejeção de massa coronal (CME – Coronal Mass Ejection) no sol. As imagens fornecidas pela SOHO e as sondas gêmeas STEREO da NASA nos mostram a nuvem de partículas de três pontos de vista, o que nos permite fazer um modelo 3D da CME, e prever quando ela vai chegar”. Essas partículas demoram entre 24 e 48 horas para chegar à Terra, um tempo precioso pode ser usado para calcular a hora e o lugar onde atingirá nosso planeta. Com esses dados, as empresas de distribuição de energia podem desligar seus transformadores para protegê-los.

Os preparativos para 2012

Pulkkinen esclarece que o "Escudo Solar" é, por hora, um sistema experimental e que nunca foi testado durante uma tempestade geomagnética real. Várias empresas distribuidoras têm instalado monitores em locais-chave de suas redes para apoiar a equipe da NASA em suas previsões. Como nos últimos anos a atividade solar tem sido pequena e foram detectadas apenas algumas tempestades relativamente leves durante o ano passado, o sistema não foi testado a fundo. "Gostaríamos que mais empresas relacionadas com a energia se unissem à nossa equipe de investigação", diz Pulkkinen. "Quanto mais dados obtivermos, mais rápido poderemos testar e melhorar o Escudo Solar." O próximo pico de tempestades solares, que têm uma periodicidade aproximada de 11 anos, é esperado em algum momento de 2012 ou 2013, pois que a implementação desse projeto pode ser crucial.

Sons estranhos no céu explicado pelos cientistas



A revista GEOCHANGE JOURNAL entrevistou o professor do Azerbaijão ELCHIN KHALIKOV, líder de um grupo de pesquisadores em geofísica que vêm estudando os estranhos sons provenientes do céu que têm sido reportados por muitas pessoas durante o ano passado e nesse princípio de 2012. Khalilov afirma que muitos depoimentos não são fraudes e oferece uma explicação convincente.

Sr. Khalilov, qual é a natureza dos sons agudos incomuns de baixa frequência relatados por um grande número de pessoas em diferentes partes do planeta desde o verão de 2011? Muitos chamam de "O Som do Apocalipse". Há informações relatadas no mundo inteiro: EUA, Reino Unido, Costa Rica, Rússia, República Tcheca, Austrália, entre outros.

Nós analisamos ​​registros desses sons e descobrimos que a maior parte do espectro está dentro da faixa de infrassons, ou seja, não é audível para os seres humanos. O que as pessoas ouvem é apenas uma pequena fração do poder real desses sons. Eles são emissões acústicas de baixa frequência situadas no intervalo entre 20 e 100 Hz moduladas por ultra-baixas ondas infrassônicas de 0,1 a 15 Hz. Em geofísica, elas são chamadas ondas acústico-gravitacionais, que são formadas na atmosfera superior, no limite da ionosfera. Podem haver muitas causas para a geração dessas ondas: terremotos, erupções vulcânicas, furacões, tempestades, tsunamis, etc, no entanto, a escala do zumbido observado tanto em termos de área de cobertura e seu poder excedem em muito aqueles que podem ser gerados pelos fenômenos acima mencionados.


Nesse caso, o que poderia estar causando esse zumbido no céu?

Em nossa opinião, a fonte da poderosa e imensa manifestação de ondas acústico-gravitacionais devem ser processos energéticos em larga escala. Esses processos incluem poderosas explosões solares e enorme fluxo de energia gerado por elas, vindo em direção à superfície da Terra e desestabilizando a magnetosfera, ionosfera e atmosfera superior. Assim, os efeitos das poderosas explosões solares: o impacto das ondas de choque no vento solar, correntes de corpúsculos e explosões de radiação eletromagnética são as principais causas da geração de ondas acústico-gravitacionais, seguindo o aumento da atividade solar.

Dado o aumento na atividade solar como manifestada e percebida em números elevados e a energia das tempestades solares desde meados de 2011, podemos supor que existe uma alta probabilidade de impacto do aumento substancial da atividade solar sobre a geração do zumbido estranho vindo do céu. Deve ser salientado que a atividade solar começou a aumentar acentuadamente desde o início de 2011, com a sua amplitude significativamente maior do que todas as previsões dadas por uma série de influentes instituições científicas em 2010 e 2011. Enquanto isso, o aumento observado na atividade solar é totalmente consistente com as previsões da Comissão Internacional GEOCHANGE publicado no Relatório da Comissão, em Junho de 2010. Se essa taxa de crescimento de atividade solar continuar, a sua amplitude no final de 2012 será maior do que a amplitude do ciclo solar 23, e em 2013-2014 a atividade solar irá atingir o seu pico a amplitude do que foi previsto por nós como sendo 1,5 - 1,7 vezes maior do que a amplitude do ciclo 23.


Mas você disse que a causa do "zumbido do céu" pode estar no núcleo da Terra, o que isso significa?

Há mais uma causa possível desses sons e ela pode estar no núcleo da Terra. O fato é que a aceleração do deslocamento do pólo norte magnético da Terra aumentou mais de cinco vezes entre 1998 e 2003, se encontra hoje no mesmo nível de intensificação que os processos de energia do núcleo da Terra, uma vez que são processos no interior e fora do núcleo que formam o campo geomagnético da Terra. Enquanto isso, como já relatado, em 15 de novembro de 2011 todas as estações geofísicas ATROPATENA que registram variações tridimensionais do campo gravitacional da Terra quase simultaneamente registraram um poderoso impulso gravitacional. As estações são localizadas em Istambul, Kiev, Baku, Islamabad e Yogyakarta, com a primeira e a última separadas por uma distância de cerca de 10.000 km. Tal fenômeno somente é possível se a fonte dessa emanação é no nível do núcleo da Terra. Essa liberação de energia enorme proveniente do núcleo da Terra no final do ano passado foi uma espécie de sinal de partida indicando a transição da energia interna da Terra em uma nova fase ativa.

A intensificação dos processos de energia no núcleo da Terra pode modular o campo geomagnético que, através de uma cadeia de processos físicos na ionosfera - nível limite da atmosfera, geram ondas acústico-gravitacionais na faixa audível em que foram ouvidas pelas pessoas na forma de um som assustador de baixa freqüência em diferentes partes do nosso planeta.

Em ambos os casos, mesmo que as causas das ondas acústico-gravitacionais sejam compreendidas como de uma natureza geofísica, elas são indicativas do esperado aumento significativo da atividade solar e da atividade geodinâmica do planeta. Não há dúvida de que os processos no núcleo gerenciam a energia interna do nosso planeta, portanto, devemos esperar até o final de 2012 um forte aumento em terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis e eventos climáticos extremos com níveis de pico em 2013 - 2014.