"Quando você chegar ao seu futuro, vai culpar o seu passado"? (Robert Half)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Exclusivo! Parapsicóloga catarinense afirma ter contato com seres extraterrestres do Planeta Marduk.

Em novembro de 2009, a parapsicóloga Mirabel Krause, deparou-se com estranhos fenômenos no Estado de Santa Catarina. Seres que se diziam habitantes do planeta Marduk (mardukianos) iniciaram contatos com a mesma através de um médium local. Estes contatos eram de forma verbal e escrita. 

Como uma boa profissional, Mirabel começou a gravar em áudio estes contatos e depois transcrevê-los, produzindo um material vasto de mais de 600 páginas. Tive acesso a grande parte do material, e o que mais me impressionou foi a forma rápida e concisa que o médium ditava palavras complexas e de alto teor filosófico. Os contatos de forma escrita são ainda mais surpreendentes. O médium escrevia de olhos fechados e em transe letras de um alfabeto desconhecido, denominado pelos seres como a escrita que utilizam em seu planeta, ou seja, alfabeto mardukiano. Outros texto foram escritos em cuneiforme,  utilizados na antiga Mesopotâmia. Depois de muita leitura e intuição, Mirabel conseguiu decifrar o alfabeto, começando a tradução e compilação das mensagens escritas.
Tradução: Estivemos aqui no passado e agora estamos de volta.
Tradução: Este é seu gene. É a parte faltante que lhe levará ao conhecimento da vida do espirito. São as conexões e milhares as diferenciações possíveis. (desenho de uma sequencia genética).
Tradução: Tornamos seu orbe digno de evolução. Antes deste período vimos Nahmu (Marte) falir mediante as passagens de Marduk.
Cuneiforme
Tradução: Não conhecemos seu mundo no principio, não somos deuses, somos somente irmãos.
Parte do Alafabeto decifrado pela parapsicóloga.



Os temas tratados nas mensagens de áudio e texto têm grande variedade. Eles explicam a rota de Marduk em nosso sistema solar e como este planeta deu origem ao nosso mundo, chamado por eles de Shumer (Planeta Terra). Também falaram das mudanças que a passagem de Marduk acarretará sobre a Terra, as montanhas trocarão de lugar pelas planícies, os planaltos serão mares, e quando Marduk se for, os vulcões entrarão em erupção. E a Terra mergulhará num longo estágio embrionário, e uma nova civilização ocupará este lugar. E esta nova civilização começará a fazer a colheita e o plantio, a agricultura será prevalecida, e tudo se reduz de forma transformada. E vocês, os 144 grupos, pescadores de almas, irão ao céu em grandes navios celestiais, buscando um novo orbe. Trilhando novos caminhos pelo universo, mas com pensamento totalmente diferente daquilo que hoje vocês têm. Com uma visão totalmente diferente daquela que vocês têm hoje da espiritualidade. Afirmam estar num nível evolucional 37, e que o planeta Terra passará do nível evolucional 7 para 14, um grande salto. 

Sobre o Criador disseram que é a energia que mantém tudo em movimento. Todo universo é vivo, seu orbe, seus corpos, seus espíritos, toda matéria e toda antimatéria.... Sobre astronomia, explicam como Marduk chegou até nosso sistema, “Há exatos 450.000 anos, Marduk foi trazido ao sistema, ligado a estrela Vega. Apsu (sol) mantém uma translação em torno de Vega, Vega Centauro 1. A raça humana ainda não sabe qual a translação de Vega, e imaginam que a sua translação é em torno de uma grande nebulosa. Nebulosas estão fixas no universo, e quando as nebulosas começam a se movimentar, é sinal de que a energia escura está retrocedendo, ela expande para frente, encolhe para trás. Por detrás desta nebulosa, conhecida por vocês como Cabeça de Cavalo, é conhecida por nós Esnugot Anshur. A estrela MZ15H18, Mistra, como nós chamamos, é o centro translacional de Vega. Como numa grande engrenagem, o universo circula, o universo se movimenta. Marduk, com sua órbita elíptica, foi sugado pelo planeta Anshar (Saturno) de seu orbe, há 500 mil anos...” e “Partiu Atlantis, e formou-se o céu partido, e formou-se Shumer (Terra), e o seu satélite feito (...).E o povo de Atlantis, foi a Anshar (Saturno), e o povo de Anshar foi a Shumer. E Shumer foi afastado da órbita elíptica de Marduk. E Marduk se aproxima muito de Shumer...”.
 
Representações astronômicas enviadas pelos mardukianos.
Representações astronômicas enviadas pelos mardukianos.
O ponto alto dos textos elucida nosso lugar no universo e explica por que estamos aqui perdidos no espaço. Eles afirmam que exatos 458.000 anos chegaram ao nosso mundo, em cápsulas parecidas com peixes grandes e dourados, em um mar da Ásia. Eles subiram dois grandes rios que tinham manchas de óleo, que vertiam da terra para o mar. O objetivo (como retratado em um texto deste blog Origem da Raça Humana – Mineiros escravos naColeta de Ouro) era coleta de minério e criaram os humanos (cabeças negras) para fazê-lo, “Os hirsutos, encontrados no poço ao abrir, para purificação do líquido, a água extraída da fonte purificada, condizente com o termo mineral, de pedras. Naquela noite, ao lado de (...), observamos estes hirsutos, bebendo água na nossa fonte. Homens bípedes, peludos, ao qual tivemos a missão, no momento, por interesse, para transformá-los em obreiros a nós. Através das pesquisas de Ninhursag, vimos a capacidade intelectual de tal ser, e houve uma mistura genética para a criação de Adapa, o cabeça negra. Eis a primeira parte...”. No texto está afirmado que fomos manipulados geneticamente, e que nossa evolução é assistida por nossos criadores. As informações estão de acordo com a obra do renomado escritor Zecharia Sitchin, que tem se popularizado na internet há pouco tempo. 
 
 
Outra parte intensa dos textos fala de um conhecimento antigo deixado por eles na Babilônia, e que está sob o poder do Vaticano, existe um grande livro com letras de ouro, guardado a sete chaves, dentro do grande cofre da biblioteca daquilo que chamam de Vaticano, cuja primeira frase ele diz: “Deus não existe”. E este livro é um livro que remonta as antiguidades. É um livro que foi encontrado na grande biblioteca da Babilônia, e ficou conhecido entre os sábios de sua igreja, como livro T, porque a cruz egípcia de Ramon estava na primeira estela gravada São 1.300 estelas, de 50 cm por 1 metro, escritas em língua sumeriana...”. Assim como fizeram nos tempos antigos, um novo livro está sendo transmitido oralmente por eles à Mirabel Krause, de nome Nova Torah (Torah é o texto central do Judaísmo e equivale aos Livros Bíblicos de Gênesis a Deuteronômio), e que contém 160 páginas em folha tamanho A4 até o momento.

Como se não bastasse este mundo de informações, ainda foram revelados a parapsicóloga coordenadas de pontos estratégicos no planeta Terra. Alguns demonstram antigas cidades e pontos energéticos, os outros não me foram autorizados a dizer seu conteúdo. Há também instruções para a construção de moradias especiais chamadas de Casas Brancas, utilizando um minério muito raro em seu revestimento, que servirão como abrigo para os sobreviventes, após grandes transformações.


Entrevista concedida ao blog Ab Origine por Mirabel Krause:

Erich von daniken e Mirabel.
Mirabel, qual sua profissão e formação?
Minha experiência profissional é eclética, atuei em diversas áreas como informática, desportos, alimentação, imóveis, etc. Até que sincronicidades me levaram a conhecer a parapsicologia, onde finalmente me realizei profissionalmente. 

Quais experiências teve antes destes acontecimentos?
Nenhuma. Até o final do ano de 2007 dediquei-me exclusivamente as empresas que tive no decorrer de minha vida. Sequer imaginava passar por experiências as quais venho vivenciando, pois não faziam parte da minha realidade. 

Como iniciaram os fenômenos? Já havia presenciado algo parecido?
Na época eu já cursava parapsicologia, mas não pensava em atuar na área, pois administrava um restaurante ao qual era sócia. O Instituto de Parapsicologia onde estudava, ofereceu um curso paralelo de Tarot e me interessei por este conhecimento milenar. 
O restaurante passava por dificuldades, e ao cruzar com um tarólogo atuante, resolvi marcar uma consulta no intuído de buscar auxilio aos meus direcionamentos. E foi ali, naquela primeira consulta, que tudo deu inicio. Através do tarólogo, que é médium ostensivo (canal), começaram os contatos. Certamente estes seres precisavam mais do que isso para chamar minha atenção, e começaram a aguçar minha curiosidade com fenômenos e constatações físicas. 

Devido ao seu conhecimento e formação, por que você qualifica este fenômeno como real?
Tive provas suficientes que me levam a crer na veracidade, inclusive o avistamento de três naves com data, local e horário definidos por eles. 

Quais métodos têm utilizado para investigar os fenômenos?
Inicialmente recebia informações, que não eram de meu conhecimento, mas já eram abordados nos livros de Zecharia Sitchin. Na época, a internet ainda era pobre neste assunto e comprei alguns dos livros do autor, que confirmavam as falas destes “amigos”. Logo me inteirei de toda história.  Atualmente meu método se assemelha a de Hypólito León Denizar Rivail (Allan Kardec), que utilizava de algumas fontes mediúnicas. 

Existe alguma interferência ao seu trabalho? O que são mistificações?
Sim, sempre há, apesar de hoje em índice menor. Da mesma forma que há um lado auxiliando a Terra, há outro que trabalha pela falência dos planos de ajuda. 
Mistificar é enganar, trapacear, burlar, tapear, iludir, abusar da boa fé. Assim como as religiões, a mistificação é o freio da evolução. 

Estes seres são encarnados ou desencarnados?
Encarnados em outros orbes ou naves que transitam entre nós. Utilizam da técnica de projeção da consciência, também conhecida como desdobramento e projeção astral. Energeticamente se acoplam ao médium e procedem ao contato.
Quando o contato não acontece através de um médium, utilizo a técnica de hipnose, deslocando-o no plano astral onde o contato acontece. Neste caso, a pessoa me transmite as resposta dada por eles telepaticamente ou imagens.

Como surgiram as inscrições? Qual sua origem?
As inscrições aconteceram durante os contatos. No inicio de 2010 me solicitaram papel e caneta e escreveram certos caracteres. Informaram que no momento certo eu aprenderia a escrita deles. Tempos depois, o médium/canal que eu utilizava na época para os contatos, conseguia lê-las intuitivamente. Juntei algumas poucas traduções e iniciei a formação de um alfabeto. 

Como decifrou as inscrições?
Juntando algumas poucas traduções feitas pelo médium de forma intuitiva e formando um alfabeto. 

O que é a Nova Torah? Ela auxiliará o homem no futuro?
A Nova Torah é um compêndio, um manual para a humanidade futura. Além de conhecimentos científicos, ela trás conhecimentos importantes quanto o transitar na 4ª e 5ª dimensões, e alguns conhecimentos que já foram passados para a humanidade em tempos remotos, e que são omitidos pela Igreja Católica. Uma parte da Nova Torah já se encontra pronta, a ela serão acrescidos conhecimentos que virão por outras fontes.

Algumas pessoas irão ajudar nesta empreitada. Como será isso? E as Casas Brancas?
Muitos já trabalham tanto de forma consciente como inconsciente. Diversos seres de diversos orbes e diversas raças encontram-se encarnados no planeta Terra como missionários, e atuam de formas distintas de auxilio. 
As Casas Brancas serão locais fisicamente e energeticamente apropriados e preparados para recepção dos resgatados.

Alguns acadêmicos já se interessaram pelo trabalho não é?
Sim, este material vem sendo analisado por pessoas capacitadas; tanto acadêmicos, quanto espiritualistas.

O que tem a dizer sobre o futuro da humanidade?
Não resta mais duvidas que a grande separação do joio e do trigo dar-se inicio, e que passaremos por grandes transformações. “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.” (Questão 728 – Livro dos Espíritos). A humanidade caminha para o próprio processo de evolução espiritual, e não há outro caminho senão o de unidade, irmandade e solidariedade, e aqueles que souberem viver a essência universal, que é o amor, estarão aptos ao novo recomeço. 

Quais serão os próximos passos? Tem alguma orientação?
As orientações são dadas passo a passo. A cada passo dado, a próxima orientação é passada. Os planos são mantidos em segredo, pois há uma força contrária empenhada tanto quanto aqueles que auxiliam. 
No momento, trabalhamos na descoberta de pontos energéticos no planeta. A Terra, assim como nós, possui chakras, pontos de energia. Alguns destes pontos estão sendo localizados e catalogados. 

Gostaria de fazer alguma consideração?
Sim. O conhecimento é o acesso a liberdade, e sem ele não há evolução. Chegado é o momento da plena compressão das palavras de nosso grande Mestre Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João, 8, 32), e que a humanidade esteja de mente aberta, pois nova possibilidade de acesso a verdade se abre. E sinto por aqueles que até aqui omitiram ou manipularam a verdade por interesses próprios, se colocando acima de seus semelhantes através da opressão e do medo.

Algum recado especial para o leitor do blog Ab Origine?
Felicitem-se, esta é uma grande época para se estar vivo.

Contato de Mirabel Krause: mk1709@hotmail.com

Parafraseando William Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia”. Esta frase é como um mantra para mim. Devemos sempre expandir nossos horizontes para ir a mares nunca d’antes navegados.

Ziusudra, o Homem de Shurrupak
Há 7.000 anos morando no Dilmun, de passagem por Ki
Triste com a imensa ignorância humana
Fiel ao nosso criador Ea


Fonte: Blog Ab Origine
 http://aborigine42.blogspot.com.br/2012/05/exclusivo-parapsicologa-catarinense.html#comment-form

Vai acontecer de novo, acredite você ou não!


Porque Ganimedes merece nossa atenção

 (NewScientist / Hypescience)  Astrobiologia. Já ouviu falar? É uma área bem recente, que surgiu no início dos anos de 1960 e que se debruça sobre a compreensão das condições em que a vida pode existir ou ser preservada no cosmos. Em português simples: procura vida extraterrestre.

Dentro desse contexto, Ganimedes merece nossa atenção, pois detém vários elementos para a vida existir, de acordo com a física Emma Bunce, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Como, por exemplo, um próprio oceano, auroras e oxigênio. Descoberta pelo astrônomo alemão Simon Marius (1573-1624) e pelo físico italiano Galileu Galilei (1564-1624), ela é a maior lua de Júpiter e do nosso sistema solar, com um diâmetro aproximado de 5.262 quilômetros.

Mas seu diferencial reside na sua composição, composta por um núcleo rochoso com um manto de água e gelo, e uma crosta de rocha e gelo. Agora, a Agência Espacial Europeia confirmou oficialmente que irá até lá. Os custos aproximados giram em torno de 1 bilhão de euros, cerca de R$ 2,3 bilhões, uma quantidade curiosa para tempos de crise.

Missão espacial de Juice
Esse é o nome da espaçonave, cujo fim de jornada será a órbita da lua Ganimedes, a fim de responder a algumas questões.

Por exemplo, quão profundo é o oceano dessa lua? E ele existe por toda a lua ou está espalhado, mais como lagos?

Além disso, cientistas querem compreender melhor o campo magnético dessa lua, a única com um campo magnético em todo o sistema solar. Entender esse campo e como ele interage com o campo de Júpiter é um dos pontos chave.

“Ganimedes é um ambiente bastante rico, por isso estamos todos excitados”, afirma Bunce. Mas seu lançamento está planejado somente para 2022, com previsão de chegada em Ganimedes em 2032.

Ganimedes, o amante de Zeus
A maior lua de Júpiter recebe esse nome em homenagem ao belo e jovem amante de Zeus (correspondente ao Júpiter romano), segundo a mitologia grega.

Conta a lenda que Zeus se apaixonou pelo jovem enquanto Ganimedes pastoreava seu rebanho no Monte Ida. Zeus então apareceu transfigurado como uma águia e o levou para o Monte Olimpo, onde Ganimedes se tornou empregado dos deuses, servindo-lhes bebidas em seus banquetes.

Isso provocou a ira de Hera e, por isso, Zeus colocou a imagem de Ganimedes entre as estrelas, na forma da constelação de Aquário, o carregador de água, para sempre lembrar de seu amado.

Pondo as lendas de lado, muitos afirmam que essa é uma alegoria para justificar a homossexualidade entre os gregos antigos. 
 
Fonte:  http://gaea-assiss.blogspot.com.br/2012/05/porque-ganimedes-merece-nossa-atencao.html.

Eles existem? A. J. Gevaerd responde esta e outras questões

 
Gevaerd ao lado do coronel uruguaio Ariel Sanchez, presidente da Cridovni

Um dos mais respeitados estudiosos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) do planeta, o químico Ademar José Gevaerd, 50, tem na Ufologia uma paixão. Em 1983, com 21 anos, fundou - e até hoje é presidente - do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero no mundo, baseada em Campo Grande (MS). Em 1985, fundou a Revista UFO, da qual é editor desde então. A publicação é a única sobre Ufologia existente no país, com 28 anos de duração, e a mais antiga em circulação entre suas congêneres, recordista em longevidade e tiragem. Nesta entrevista à Semana Online, Gevaerd fala do preconceito com que o tema ainda é tratado pelo mainstream da ciência, da seriedade com que é analisado por governos e militares e da necessidade de expandi-lo para toda a sociedade.

Um setor da sociedade ridiculariza a Ufologia. O que o senhor diria para essas pessoas? Digo que elas devem buscar urgentemente se informar a respeito do tema. Não é mais cabível que uma pessoa se manifeste dessa maneira. No passado quem falava de discos voadores eram apenas os ufólogos, muitas vezes vistos como excêntricos. No entanto, há anos governos, setores científicos e militares tem se manifestado admitindo e, às vezes, até defendendo a origem extraterrestre do Fenômeno UFO.

Que governos admitem abertamente este fenômeno? Existem vários países que investigam os discos voadores oficialmente. No nosso continente, o Uruguai, desde 1979; o Chile, desde 1997; o Peru, desde 2002; o Equador, desde 2004; a Argentina, desde o ano passado. Estive em todos estes países entrevistando militares que estão à frente dos programas ufológicos. 

crédito: Arquivos Revista UFO
Paul Hellyer e Gevaerd
Paul Hellyer e Gevaerd durante o International UFO Congress (IUFOC) 2011. Hellyer é ex-ministro da Defesa do Canadá e ministro do gabinete na gestão de Pierre Trudeau

Como fica o Brasil neste cenário? No Brasil as investigações oficiais tiveram inicio em 1954. O Brasil é um dos primeiros países a se pronunciar oficialmente sobre a questão. As pessoas não têm informação e por isso falam que este é um assunto de louco. Em 1954 a elite militar brasileira criou o primeiro inquérito oficial de investigação de OVNIs. Em 1969 o Brasil voltou a tratar do assunto oficialmente com a criação do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani), organismo de atuou até 1972 com dezenas de investigadores civis e militares e que produziu milhares de páginas de documentação registrando ocorrências ufológicas, inclusive pousos de discos voadores observados com testemunhas. Essa documentação está desclassificada, liberada para a população graças a uma manifestação que a Revista UFO fez em 2004 para pedir que o governo agisse de maneira transparente em relação ao tema.

Ainda assim, o mainstream científico rejeita a ideia da origem extraterrestre dos OVNIs. A ciência rejeita corporativamente a Ufologia. Mas há indivíduos altamente qualificados que admitem estarmos sendo visitados por outras espécies cósmicas. Por exemplo, o astrofísico norte-americano Michio Kaku - um dos mais notórios defensores da pluralidade dos mundos habitados - tem feito declarações bombásticas. O fato é que este preconceito cientifico não é recente e não vai acabar tão cedo. Campo Grande é um exemplo.

Por que? Em 06 de março de 1982 houve um caso de observação coletiva de disco voador sob o estádio Morenão, em Campo Grande (MS). Havia 23.500 pessoas naquele jogo entre Operário e Vasco. Todas viram um objeto cilíndrico, com quatro luzes nas laterais pairando a algumas dezenas de metros sobre o estádio. Quem estava nas arquibancadas mais elevadas pode ver o objeto quase de frente. Metade da cidade viu, pois era uma noite calorenta de sábado. O objeto atravessou Campo Grande de norte a sul. Milhares de pessoas viram o que aconteceu dentro do estádio de futebol Pedro Pedrossian, que nós sabemos pertencer a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Eu pergunto: quantos professores ou alunos da UFMS pesquisaram esse caso? Nenhum integrante daquela comunidade acadêmica se interessou. Esse é o tipo de atitude que a gente denuncia. Há um preconceito, completamente ignorante, que não faz nenhum bem à sociedade e que a distancia da verdade sobre esse tema. Isso tem que acabar. E está acabando. Até o Vaticano tem falado abertamente a respeito de vida em outros planetas.

O que o Vaticano tem dito? O Vaticano é a entidade que mais tem informação sobre UFOs. Hoje o Vaticano está entre as instituições que mais abertamente fala sobre o assunto. O astrônomo oficial do Vaticano, um padre com pós-doutorado em estrelas binárias (José Funes), disse há dois ou três anos que é evidente que os extraterrestres existem, que eles são nossos irmãos e que não reconhecer a existência de outras espécies mais avançadas no universo é menosprezar a capacidade criativa de Deus.

Por que - em uma época em que qualquer celular é uma máquina fotográfica - há tanta dificuldade em se obter provas cabais da existência dos discos voadores? A Revista UFO recebe cerca de 100 fotos por mês. As pessoas fotografam qualquer coisa achando que são discos voadores. Uma gotícula de ar ou de água próxima da lente resulta em um falso efeito. Há certos fenômenos naturais que também geram enganos. De cada 100 relatos que recebemos, 90 descartamos de imediato. Os outros 10 exigem investigação com método, a partir do que acabamos excluindo mais sete ou 8. Restam de dois a 3 casos inexplicáveis. Cabe ao ufólogo o imenso trabalho de separar o joio do trigo. 

crédito: Arquivos Revista UFO
Diariamente novas supostas imagens de UFOs circulam na rede
Diariamente novas supostas imagens de UFOs circulam na rede


muita fraude também não é? A cada dia que passa recebemos coisas mais aperfeiçoadas. Mas, ao mesmo tempo em que essas técnicas são aperfeiçoadas, também se aperfeiçoam as nossas técnicas para identificaras fraudes. Temos na Revista UFO um grupo de análise de imagens bem estruturado, com cerca de 20 pessoas. São técnicos, peritos, professores, astrônomos, pilotos, gente que se especializou em analisar fotografias de UFOs. Tudo que é publicado na UFO atualmente é analisado por esse pessoal. Os 2 a 3% de imagens que não conseguimos explicar sempre nos surpreendem. As pessoas registram nas suas câmeras objetos estruturais, discos, naves grandes.

O senhor pode citar um caso recente que lhe impressionou? Estamos lidando neste momento com uma fotografia feita por um copiloto da TAM que registrou um objeto em alta velocidade que parou ao lado de sua aeronave por alguns segundos. São imagens de altíssima credibilidade. No entanto, é importante que as pessoas saibam que em Ufologia uma foto não vale mais do que mil palavras. Você pode me apresentar uma fotografia de um UFO legítimo, mas desfocada, feia. No entanto, o seu relato pode ser mais importante. Na Ufologia é mais importante o número de testemunhas e o tempo da observação do que uma imagem.

Ainda há dificuldades em obter relatos de tripulações comerciais? Sim, pois muitas delas não têm ideia do que está acontecendo. Há dois anos o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito publicou no Diário Oficial da União uma resolução determinando que os registros de discos voadores feitos por tripulações aéreas e pelo pessoal de controle de tráfego aéreo devem ser centralizados no Comando Brasileiro de Defesa Espacial e, depois de uma análise, enviados ao Arquivo Nacional para conhecimento público. Isso quer dizer que se um piloto tiver uma observação ele pode registrar, pois tem amparo de uma resolução do comando da Aeronáutica. Milhares de registros de ocorrências surgiram assim.

Em todos os seus anos de Ufologia, que caso mais lhe intrigou? Indiscutivelmente o Caso Varginha. Apesar do que muita gente imagina é um dos casos mais sérios e, muito provavelmente, um dos mais bem documentados. Aconteceu na madrugada de 19 para 20 de janeiro de 1996, quando um grupo de testemunhas em alguns pontos da área rural da cidade viu um UFO em processo de queda. Na manhã seguinte mais de 100 pessoas avistaram as criaturas nos arredores da cidade, pensando se tratar de algum animal selvagem. Algumas chegaram a apedrejar as criaturas, que exalavam um cheiro muito forte, tinham um metro e pouco de altura, estavam com os corpos nus, tinham uma pele viscosa, marrom escura, com as veias do pescoço, do ombro e da parte superior dos braços muito saltadas. Essas criaturas foram perseguidas por bombeiros e por soldados do exército. Dezenas de pessoas viram os bombeiros capturarem uma delas com uma rede. Outra foi capturada com as próprias mãos pelo soldado Marco Eli Chereze que, vinte dias depois, morreu inexplicavelmente de infecção generalizada. Esta criatura foi levada a um Posto de Saúde e, posteriormente, ao Hospital de Varginha, fato presenciado por inúmeras testemunhas. Mesmo assim o Exército diz que nada aconteceu.

Há uma diferença grande entre acreditar em vida em outros planetas e em OVNIs não é? Sim, há uma diferença. Para entender bem isso é preciso analisar o próprio estado em que a humanidade está hoje. Faz uns 60 anos que nós exploramos o espaço. Em 1969 nós colocamos astronautas na Lua. Há milhares de satélites orbitando a Terra e outras centenas viajando pelo espaço e registrando dados universo afora. Fazendo exploração espacial. Ora, se nós somos capazes de fazer isso é evidente que outras espécies mais avançadas sejam. Estamos limitados ao nosso quintal espacial. Quantas civilizações existem no universo? Não sabemos. A chave desta questão é pensar que a humanidade está espalhada por inúmeros planetas, como se alguém tivesse semeado vida ali. Em alguns planetas a vida floresceu mais rápido. Há inúmeras civilizações mais avançadas e menos avançadas que a nossa.  

Via de regra o cinema tem retratado os alienígenas como uma ameaça. Por que? Os Estados Unidos sempre viram o fenômeno como uma ameaça. Foram eles que deram início à política de acobertamento de informações. Desde que eles puseram as mãos em um disco voador – em Roswell – eles pensaram: "Opa, tem coisa séria aqui. Tem uma tecnologia avançadíssima. Se esse troço se voltar contra nós, nós não temos defesa. A população não pode saber''. Tratar o tema de maneira jocosa é uma estratégia desde então.

Fonte: Revista UFO.

A experiência da escritora Rachel de Queiroz com um UFO completa 52 anos

Rachel detalhou seu avistamento naquela ocasião
Há exatos 52 anos, a escritora cearense Rachel de Queiroz passou por uma experiência única, ao presenciar a aparição de um objeto voador não identificado. A visão de uma enorme bola laranja luminosa a impressionou tanto que gerou um depoimento, publicado no mês seguinte na revistaO Cruzeiro, da qual era colunista regular. "O texto teve uma repercussão muito grande na época, ajudou a Ufologia a conquistar mais credibilidade e atraiu um outro foco da mídia, menos sensacionalista e mais investigativo", conta Hálder Gomes, um dos produtores do filme Área Q, com direção de Gerson Sanginitto, que cita em uma de suas cenas as palavras de Rachel, falecida em 2003.

No começo do texto, publicado em 04 de junho de 1960, Rachel adverte o leitor que não fará "uma crônica como as de todo dia". Na última página da revista, o título Objeto Voador Não Identificado era um depoimento sobre um fato acontecido em sua conhecida fazenda Não me Deixes, no distrito de Daniel de Queiroz, em Quixadá. Em 13 de maio daquele ano, um grito irrompeu a noite escura do sertão cearense. Era o marido da escritora. Ao lado de alguns homens da fazenda, ele olhava para o céu, onde "a umas duas braças acima da linha do horizonte, uma luz brilhava como uma estrela grande, talvez um pouco menos clara do Vésper, e a sua luz era alaranjada".

Rachel de Queiroz descreve o objeto, com suas variações de tamanho e de intensidade luminosa, assim como o caminho que perfaz no céu. Narra seu deslocamento sempre na horizontal, alternando uma incrível velocidade a um movimento mais devagar, até o brusco sumiço, "assim como quem apaga um comutador elétrico". Embora relute em dizer que se tratava de uma nave espacial alienígena - prefere defini-la pela expressão já cautelosamente oficializada como objeto voador não identificado -, a autora se mostra convicta de que não seria coisa da natureza nem avião. "Não, dentro daquilo, animando aquilo, havia uma coisa viva, consciente", completa.

O relato de Rachel, bastante conhecido entre os ufólogos, circulando até hoje em fóruns e revistas especializadas, é semelhante a outros casos narrados em Quixadá no período. O texto deu mais visibilidade ao município, que junto com Quixeramobim, Quixelô, Quixeré e Quiterianópolis formam a chamada "Área Q" - todas elas com relatos de aparições de UFOs.


O UFO emitia luminosidade alaranjada


A presença do objeto no céu de Quixadá teria durado cerca de 15 minutos e, segundo a escritora, teria causado muita comoção na cidade. Apesar de estimar centenas de testemunhas, são nominalmente identificadas, além dela mesma e seu marido, apenas sua tia Arcelina, com quem conversava naquela noite. Ainda que não sejam poucas as especulações sobre a veracidade do relato, a coerência e a convicção da escritora, assim como a ocorrência de casos semelhantes na região, leva a maioria dos ufólogos a considerar o testemunho como relevante. Além disso, como frisa Hálder Gomes, há a credibilidade da própria escritora.

Rachel de Queiroz foi a primeira personalidade brasileira a admitir publicamente uma experiência do gênero, quando falar de Ufologia ainda era tabu. Conceituada, cética e assumidamente ateia, ela ajudou a lançar um novo olhar sobre UFOs - que até então era bastante vinculado ao ocultismo. Depois dela, outras personalidades assumiram que já haviam presenciado o fenômeno. Algumas com credibilidade, outras com menos, mas todas aparentemente convictas. A lista inclui o ator Tarcísio Meira, passando pelo apresentador Amaury Jr., o cantor Sérgio Reis e o desenhista Maurício de Sousa. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria passado pela experiência de avistar um UFO, ao lado da esposa Ruth Cardoso. Quem contou o caso, em várias entrevistas, foi o economista Celso Furtado, que estaria com o casal no momento. O caso teria acontecido em 1979, justamente durante uma viagem ao Ceará.

Objeto Voador Não Identificado

Abaixo reproduzimos na íntegra a narrativa de Rachel de Queiroz:

"Hoje não vou fazer uma crônica como as de todo dia. Quero apenas dar um depoimento. Deixem-me afirmar, de saída, que nestas linhas abaixo não digo uma letra que não seja estritamente a verdade, só a verdade, nada mais que a verdade, como um depoimento em Juízo, sob juramento. Escrevo do sertão, onde vim passar férias. E o fato que vou contar aconteceu ontem, dia 13 de maio de 1960, na minha fazenda 'Não me Deixes', Distrito de Daniel de Queiroz, município de Quixadá, Ceará. Seriam seis e meia da tarde. Aqui o crepúsculo é cedo e rápido, e já escurecera de todo.

A Lua iria nascer bem mais tarde e o céu estava cheio de estrelas. Minha tia Arcelina viera da sua fazenda Guanabara fazer-me uma visita, e nós conversávamos as duas na sala de jantar, quando um grito de meu marido nos chamou ao alpendre, onde ele estava com alguns homens da fazenda. Todos olhavam o céu. Em direção norte, quase noroeste, a umas duas braças acima da linha do horizonte, uma luz brilhava como uma estrela grande, talvez um pouco menos clara do que Vésper, e a sua luz era alaranjada.

Era essa luz cercada por uma espécie de halo luminoso e nevoento, como uma nuvem transparente iluminada, de forma circular, do tamanho daquela "lagoa" que às vezes cerca a Lua. E aquela luz com o seu halo se deslocava horizontalmente, em sentido do leste, ora em incrível velocidade, ora mais devagar. Às vezes mesmo se detinha. Também o seu clarão variava, ora forte e alongado como essas estrelas de Natal das gravuras, ora quase sumia, ficando reduzido apenas à grande bola fosca, nevoenta.

E essas variações de tamanho e intensidade luminosa se sucediam de acordo com os movimentos do objeto na sua caprichosa aproximação. Mas nunca deixou a horizontal. Desse modo andou ele pelo céu durante uns dez minutos ou mais. Tinha percorrido um bom quarto do círculo total do horizonte, sempre na direção do nascente. E já estava francamente a nordeste, quando embicou para a frente, para o norte, e bruscamente sumiu, assim como quem apaga um comutador elétrico.

Esperamos um pouco para ver se voltava. Não voltou. Corremos, então, ao relógio: eram seis e três quartos, ou seja, 18h45. Pelo menos umas vinte pessoas estavam conosco, no terreiro da fazenda, e todas viram o que nós vimos. Trabalhadores que chegaram para o serviço, hoje pela manhã, e que moram a alguns quilômetros de distância, vêm nos contar a mesma coisa.

Afirmam alguns deles que já viram esse mesmo corpo luminoso a brilhar no céu, outras vezes, nos falam em quatro vezes.

Dizem que nessas aparições a luz se aproximou muito mais, ficando muito maior. Dizem, também, que essa luz aparece em janeiro e em maio - talvez porque nesses meses estão mais atentos ao céu, esperando as chuvas de começo e de fim de inverno. Que coisa seria essa que ontem andava pelo céu, com a sua luz e o seu halo? Acho que, para defini-la, o melhor é recorrer à expressão já cautelosamente oficializada: objeto voador não identificado. Mas, não afirmo. Porém, isso ele era.

Não era uma estrela cadente, não era avião, não, de maneira, nenhuma coisa da natureza com aquela deliberação no voo, com aqueles caprichos de parada e corrida, com aquele jeito de ficar peneirando no céu, como uma ave. Não, dentro daquilo, animando aquilo, havia uma coisa viva, consciente. E não fazia ruído nenhum. Poderia recolher os testemunhos dos vizinhos que estão acorrendo a contar o que assistiram: o mesmo que nós vimos aqui em casa.

A bola enevoada feito uma lua, e no meio dela uma luz forte, uma espécie de núcleo, que aumentava e diminuía, correndo sempre na horizontal, e do poente para o nascente.

Muita gente está assombrada. Um parente meu conta que precisou acalmar energicamente as mulheres que aos gritos de “Meu Jesus, misericórdia!” caíam de joelhos no chão, chorando. Sim, em redor de muitas léguas daqui creio que se podem colher muitíssimos testemunhos. Centenas, talvez. Mas faço questão de não afirmar nada por ouvir dizer.

Dou apenas o meu testemunho. Não é imaginação, não é nervoso, não são coisas do chamado “temperamento artístico”. Sou uma mulher calma, céptica, com lamentável tendência para o materialismo e o lado positivo das coisas. Sempre me queixo da minha falta de imaginação. Ah, tivesse eu imaginação, poderia talvez ser realmente uma romancista. Mas o caso de ontem não tem nada comigo, nem com o meu temperamento, com minhas crenças e descrenças. Isso de ontem ' Eu vi '." -- Rachel de Queiroz

Outro relato

Maurício de Souza, cartunista criador da Turma da Mônica, deu seu depoimento em certa ocasião:
"O fenômeno mais espetacular que presenciei foi em dezembro de 1977, eram quase 21h00. Eu viajava sozinho de Mogi das Cruzes para São Paulo e estava em baixa velocidade por causa do nevoeiro. De repente vi pelo canto dos olhos, longe, à direita, uma luz em movimento na linha do horizonte. Aquilo foi aumentando de tamanho. Estacionei ao lado de uma fábrica e saí do carro. Pensei em pegar a máquina fotográfica mas não queria desviar os olhos daquela estrelona. Pensei: "Sou um desenhista. Depois eu desenho".
Ficou do tamanho da Lua cheia, achatado em cima e em baixo. Era alaranjado e parecia pesado, mas deslizava no ar sem fazer barulho algum. Atrás havia um rabicho de luz azul que não esbarrava no objeto. Ele devia estar cercado por algum campo de força. Tentei ver se tinha janelinhas, mas não tinha. Era como se eu olhasse para um poço de lava incandescente. Perguntei para um jovem que também olhava para o céu se ele tinha visto aquilo. Ele me respondeu que não poderia ser avião.
Não tive visões. Mas como explicar aquela coisa linda e estranha? Se eu acreditasse em discos voadores seria um prato cheio. Mas até hoje ninguém conseguiu me convencer de que se tratava de uma nave espacial transportando seres evoluídos de outros mundos. Depois disso tive outras experiências estranhas. Vi com minha ex-mulher, Alice, no Parque do Ibirapuera (SP), uma esquadrilha de dezenas de esferas metálicas. Mas não contamos a ninguém para não sermos tachados de loucos.
Vou escrever um livrinho intitulado: "Eu não acredito em disco voador, mas me expliquem o que eu vi". Nele vou juntar minhas visões e um físico, cunhado do meu filho, tentará explicar cientificamente essas coisas. Se eu fosse pelo lado da imaginação de desenhista de história em quadrinhos diria que podem ser de outro plano, outra dimensão. De repente são manifestações de viagens no tempo, do passado, ou do futuro, onde nós mesmos observamos e estudamos o planeta em diversos momentos. Para mim é a explicação mais aceitável desde que Einstein estabeleceu que o tempo não existe."

Maurício de Souza: "Não contamos a ninguém para não sermos tachados de loucos" 
Fonte: Ufologia News
http://ufologianews.blogspot.com.br/2012/05/experiencia-da-escritora-rachel-de.html 

Nasa estima que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra

Calcula-se que entre 20% e 30% desses objetos foram localizados.
Asteroides podem resistir à passagem pela atmosfera terrestre.

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira (16) que 4.700 asteroides podem ser potencialmente perigosos para a Terra, segundo dados da sonda WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que analisa o cosmos com luz infravermelha.

Nasa estima que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra (Foto: Nasa) 
Nasa estima que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra (Foto: Nasa)

A agência informou que as observações da WISE permitiram a melhor avaliação da população dos asteroides potencialmente perigosos de nosso sistema solar. Esses asteroides têm órbitas próximas à Terra e são suficientemente grandes para resistir à passagem pela atmosfera terrestre e causar danos se caírem no nosso planeta.

Os novos resultados foram recolhidos pelo projeto NEOWISE, que estudou, utilizando luz infravermelha, um total de 107 asteroides potencialmente perigosos próximos à Terra com a sonda WISE, para fazer prognósticos sobre toda a população em seu conjunto.
Segundo a Nasa, há aproximadamente 4.700 deles - com uma margem de erro de mais ou menos 1.500 -, que têm diâmetros maiores que 100 metros. Até o momento, calcula-se que entre 20% e 30% desses objetos foram localizados.

"Fizemos um bom começo na busca dos objetos que realmente representam um risco de impacto com a Terra", disse o responsável pelo Programa de Observação de Objetos Próximos à Terra, Lindley Johnson.
"Temos de encontrar muitos e será necessário um grande esforço durante as próximas duas décadas para localizar todos os que podem causar graves danos ou ser destino das missões espaciais no futuro", disse Johnson.

Fonte: G1
 http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/05/nasa-estima-que-4700-asteroides-podem-ser-perigosos-para-terra.html

 

Trânsitos de Vênus em 2012

Os Trânsitos de Vênus em 2012 - estão entre os fenômenos astronômicos previsíveis menos frequentes. Ocorrem numa sequência que se repete a cada 243 anos, com pares de trânsitos espaçados de 8 anos.

 

Em 5 de junho de 2012, um evento celeste único terá lugar, para nunca mais ser repetido em nossas vidas. O planeta Vênus vai alinhar-se perfeitamente entre a Terra e o sol.
Este raro alinhamento permitirá Vênus para ser visível à medida que passa em frente a face do Sol em um evento que os astronomos chamam de trânsito.
O Trânsito de Vênus em 2012 vai durar cerca de 7 horas, e vai proporcionar um evento de exibição extraordinária para observadores em todo o mundo.
Infelizmente, esse evento não está bem posicionado para o público no continente dos Estados Unidos e só será visível para os espectadores da Geórgia por cerca de 2 horas, enquanto o Sol se põe no oeste.
Uma limitação adicional em ver o Sol é o perigo que a olho nu, portanto, equipamentos e técnicas especiais são necessárias para criar um ambiente seguro observando.
Em um esforço para tornar este evento mais acessível ao público, a Coca-Cola Columbus State University, Space Science Center (CCSSC) fez uma parceria com a NASA e a Espacial Internacional Escola Education Trust (isset) para fornecer um webcast multi-do Trânsito continente  de 2012 de Vênus.
Audiências em todo o mundo, incluindo aqueles na Geórgia, terão a oportunidade de experimentar todo o evento com segurança através da Internet e TV NASA.
CCSSC equipes vão viajar tanto para o deserto de Gobi, na Mongólia e no outback australiano perto de Alice Springs para a ótimas condições de observação para adquirir imagens e vídeo do trânsito todo.

Além disso, uma equipe CCSSC permanecerá na Geórgia para fornecer imagens de locais e vídeo do evento e  estudantes da Columbus State University, Katherine Lodder, proporcionarão um segundo conjunto de imagens dos Estados Unidos a partir de Bryce Canyon National Park, em Utah. As três equipes continentais estarão equipadas com alfa hidrogênio, cálcio, K-line, e filtros solares de luz branca que permitam imagens espectaculares deste evento. Estes filtros são fornecidos por Mead o CCSSC do Observatório, onde são utilizados regularmente para obter imagens e animações de fenômenos solares, tais como manchas, erupções, Plages, Faculae, proeminências, e filamentos.
Normalmente, os estudantes da Columbus State estudam esses fenômenos solares para melhor entender o ciclo do Sol da atividade e sua interação com a Terra. No entanto, durante o trânsito de Vênus, esses recursos solares se tornarão, por um período final em nossas vidas, o deslumbrante cenário contra o qual disco planetário de Vênus vai cruzar o rosto do Sol a 865 mil milhas de largura.
Com sua ajuda, este pode ser um dos maiores eventos de webcast astronômicos no registro.

Veja o trânsito com a equipe CCSSC em www.ccssc.org/transit2012.html ou clicando através de nossos parceiros no site da NASA do dia de Sol-Terra, http://sunearthday.nasa.gov .

Três comprimentos de onda ... Três Continentes ... um evento Webcast Worldwide
2012 Trânsito de Vênus ... Contando História Juntos




Um trânsito de Vênus é a passagem astronômica do planeta Vênus diante do Sol, visto da Terra, ocultando uma pequena parte do disco solar. Ocorre quando o Sol, Vênus e a Terra se encontram alinhados. Um trânsito de Vênus é semelhante ao eclipse solar pela Lua. Apesar de o diâmetro de Vênus ser quatro vezes maior que o da Lua, aparece bem menor durante o trânsito devido à maior distância entre o planeta e a Terra. O tempo da passagem é medido em horas; a ocorrência de 2004 teve a duração de 6 horas. Antes da era espacial, a observação dos trânsitos de Vênus era utilizada para calcular a distância Terra-Sol pelo método da paralaxe.
Os trânsitos de Vênus estão entre os fenômenos astronômicos previsíveis menos frequentes. Ocorrem numa sequência que se repete a cada 243 anos, com pares de trânsitos espaçados de 8 anos, seguidos de longos intervalos de 121,5 e 105,5 anos. Esta periodicidade é reflexo do fato de que os períodos orbitais da Terra e Vênus mantêm ressonâncias próximas a 8:13 e 243:395. Antes da ocorrência de 2004, o último par de trânsitos ocorreu em dezembro de 1874 e dezembro de 1882. No século XXI, o primeiro trânsito ocorreu em 8 de junho de 2004 e o seguinte ocorrerá em 6 de junho de 2012. Após 2012, o próximo par de trânsitos será em 2117 e 2125.[1][2]
Um trânsito de Vênus pode ser observado com segurança tomando-se as mesmas precauções usadas nas observações das fases parciais de um eclipse solar. Olhar diretamente para o disco brilhante do Sol (a fotosfera) com olhos desprotegidos pode rapidamente causar danos oculares sérios e, com frequência, permanentes.[3]

Conjunções

Diagrama de trânsitos de Vênus e o ângulo entre os planos orbitais de Vênus e a Terra


Vênus, com uma órbita inclinada em 3,4° em relação à da Terra, normalmente parece passar sob (ou sobre) o Sol no céu na conjunção inferior.[4] Um trânsito ocorre quando Vênus atinge a conjunção com o Sol em um dos seus nós, na longitude em que Vênus passa pelo plano orbital da Terra (a eclíptica). Embora a inclinação entre esses dois planos orbitais seja de apenas 3,4°, Vênus pode estar a até 9,6° do Sol quando visto da Terra na conjunção inferior.[4] Como o diâmetro angular do Sol é de cerca de meio grau, Vênus pode parecer passar sobre ou sob o Sol em mais de 18 diâmetros solares durante uma conjunção comum.
Sequências de trânsitos ocorrem num padrão que se repete a cada 243 anos, com trânsitos acontecendo com uma diferença de oito anos, seguida de um espaço de tempo de 121,5 anos, depois um espaço de oito anos e mais um longo espaço de 105,5 anos. O padrão se repete a cada 243 anos porque 243 períodos orbitais siderais da Terra (365,25636 dias, ligeiramente maior que o ano trópico) são 88.757,3 dias, e 395 períodos orbitais siderais de Vênus (224,701 dias) são 88.756,9 dias. Por isso, após este período, Vênus e Terra retornam praticamente ao mesmo ponto nas suas órbitas respectivas. Este período de tempo corresponde a 153 períodos sinódicos de Vênus.[5]
O padrão 105,5 – 8 – 121,5 – 8 anos não é o único possível no ciclo de 243 anos, devido à pequena diferença entre os tempos em que a Terra e Vênus chegam ao ponto de conjunção. Antes de 1518, o padrão de trânsitos era 8 – 113,5 – 121,5 anos, e os oito períodos entre trânsitos antes do trânsito de 546 foram de 121,5 anos. O padrão atual continuará até 2846, quando será substituído pelo padrão 105,5 – 129,5 – 8 anos. Portanto, o ciclo de 243 anos é relativamente estável, mas o número de trânsitos e a época em que ocorrem dentro do ciclo variam com o tempo.[5][6]

História antiga e medieval

Tábua de Vênus de Ammisaduqa, tábua cuneiforme de argila com previsões astrológicas do período neo-assírio. Biblioteca de Assurbanípal.

Antigos observadores gregos, egípcios, babilônios e chineses conheciam Vênus e registraram os seus movimentos. Os primeiros gregos pensavam que as aparições noturna e matutina de Vênus se constituíam de dois objetos diferentes, Hesperus, a estrela da noite, e Phosphorus, a estrela da manhã.[7] Credita-se a Pitágoras a compreensão de que ambos eram o mesmo planeta. Não há evidência de que qualquer dessas culturas sabia dos trânsitos. Vênus era importante para as antigas civilizações americanas, em particular para os maias, que o chamavam Noh Ek, a “Grande Estrela”, ou Xux Ek, a “Estrela Vespa”;[8] eles corporificavam Vênus na forma do deus Kukulcán (também conhecido como ou relacionado a Gukumatz e Quetzalcóatl em outras partes do México). Os maias registraram o ciclo completo de Vênus no Dresden Codex (livro maia pré-colombiano do século XI ou XII), mas, apesar do conhecimento preciso do seu curso, não há menção ao trânsito.[9]

O trânsito de Vênus foi dado como tendo sido observado por astrônomos islâmicos medievais. O sábio persa Avicena sustentou ter observado o trânsito de 24 de maio de 1032. Ele usou esta observação para demonstrar que Vênus estava, pelo menos algumas vezes, abaixo do Sol na cosmologia ptolomaica.[10] Logo depois, ele escreveu o Compêndio do Almagesto, um comentário sobre o Almagesto de Ptolomeu, no qual ele concluía que Vênus estava mais perto da Terra do que o Sol.[11] No século XII, o astrônomo andaluz Ibn Bajjah reportou ter visto “os dois planetas como manchas negras na face do Sol”. No século XIII, o astrônomo Qotb al-Din Shirazi, do observatório de Maragha, no atual Irã, identificou a observação de Ibn Bajjah como trânsitos de Vênus e Mercúrio. [12] Entretanto, Ibn Bajjah não pode ter observado um trânsito de Vênus, já que nenhum ocorreu ao longo da sua vida.[13]

Observações modernas

Medindo durações de trânsito para determinar a paralaxe solar

A par da sua raridade, o interesse científico original na observação de um trânsito de Vênus era que ele poderia ser usado para determinar o tamanho do sistema solar, empregando-se o método de paralaxe e a terceira lei de Kepler. A técnica envolvia fazer precisas observações da pequena diferença do momento de início ou de término do trânsito em pontos bastante separados na superfície da Terra. A distância entre os pontos da Terra era então utilizada como base para calcular a distância até Vênus e o Sol por triangulação.[14]
Embora por volta do século XVII os astrônomos pudessem calcular a distância relativa entre cada planeta e o Sol em termos da distância entre a Terra e o Sol (uma unidade astronômica), um valor absoluto preciso desta distância não tinha sido determinado. Em 1627, Johannes Kepler tornou-se a primeira pessoa a predizer um trânsito de Vênus, ao prever o evento de 1631. Seus métodos não eram suficientemente precisos para prever que o trânsito não seria visível na maior parte da Europa e, como consequência, ninguém foi capaz de se preparar para observar o fenômeno.[15]


Jeremiah Horrocks faz uma das primeiras observações do trânsito de Vênus em 1639.
 
 
O trânsito de Vênus de 1882.

Primeira observação científica europeia

A primeira observação científica de um trãnsito de Vênus foi feita por Jeremiah Horrocks em sua casa em Carr House, Much Hoole, perto de Preston, na Inglaterra, em quatro de dezembro de 1639 (24 de novembro no calendário juliano então em uso na Inglaterra. Seu amigo William Crabtree também observou este trânsito em Salford, perto de Manchester. Kepler tinha previsto trânsitos em 1631 e 1761 e uma aproximação em 1639. Horrocks corrigiu os cálculos de Kepler para a órbita de Vênus e percebeu que os trânsitos de Vênus ocorreriam em pares com oito anos de diferença, e com isso previu o trânsito em 1639. Embora ele estivesse incerto sobre a hora exata, ele calculou que o trânsito se iniciaria aproximadamente às 15 h. Horrocks focou a imagem do Sol com um telescópio simples sobre um pedaço de cartão, onde a imagem poderia ser observada de forma segura. Depois de observar pela maior parte do dia, ele teve sorte em ver o trânsito, pois as nuvens que cobriam o Sol se dissiparam perto de 15:15 h, apenas meia hora antes do pôr do sol. As observações de Horrocks lhe permitiram fazer uma bem fundamentada estimativa do tamanho de Vênus, além da distância entre a Terra e o Sol. Ele estimou a distância entre o Sol e a Terra em 59,4 milhões de milhas (95,6 Gm, 0,639 UA) – cerca de dois terços da distância correta de 93 milhões de milhas (149,6 milhões de quilômetros), mas um número mais preciso do que qualquer outro sugerido até aquela época. Entretanto, as observações de Horrocks só foram publicadas em 1661, bem depois da sua morte.[16]

1761 e 1769

O par de trânsitos de 1761 e 1769 foi utilizado para tentar determinar de forma precisa o valor da unidade astronômica (UA), usando a paralaxe. Este método de determinar a UA foi primeiramente descrito por James Gregory em Optica Promota, em 1663. Seguindo a proposição apresentada por Edmond Halley (que tinha morrido quase vinte anos antes),[14] numerosas expedições foram feitas para diversos lugares do mundo visando observar esses trânsitos, num primeiro exemplo de colaboração científica internacional. Numa tentativa de observar o primeiro trânsito do par, cientistas e exploradores da Grã-Bretanha, Áustria e França viajaram para destinos ao redor do mundo, incluindo Sibéria, Noruega, Terra Nova e Madagáscar.[17] A maioria conseguiu observar pelo menos parte do trânsito, mas leituras excelentes foram feitas em particular por Jeremiah Dixon e Charles Mason no Cabo da Boa Esperança.[18]
Com base em suas observações do trânsito de Vênus de 1761 no Observatório de Petersburgo, Mikhail Lomonossov previu a existência de uma atmosfera em Vênus. Lomonossov detectou a refração de raios solares ao observar o trânsito e inferiu que somente a refração através de uma atmosfera poderia explicar a aparição de um anel de luz em torno da parte de Vênus que ainda não estava em contato com o disco solar, durante a primeira fase do trânsito.[19]
Para o trânsito de 1769, cientistas viajaram para a Baía de Hudson, Baja California (então sob o controle espanhol) e Noruega. Observações também foram feitas no Taiti, na primeira viagem do Capitão Cook,[20] numa localidade até hoje conhecida como “Ponto Vênus”.[21] O astrônomo tcheco Christian Mayer foi convidado por Catarina, a Grande para observar o trânsito em São Petersburgo com Anders Johan Lexell, enquanto outros membros da Academia de Ciências da Rússia foram para oito outras locações no Império Russo.[22] Na Filadélfia, a Sociedade Filosófica Americana erigiu três observatórios temporários e instituiu um comitê, liderado por David Rittenhouse. Os resultados dessas observações foram impressos no primeiro volume das "Transações" da Sociedade, publicado em 1771.

O “efeito gota negra” visível durante o trânsito de 2004.


O azarado Guillaume Le Gentil passou oito anos viajando numa tentativa de observar ambos os trânsitos. Sua mal sucedida viagem o levou a perder sua esposa e bens e a ser declarado morto. Seus esforços se tornaram a base para a peça Trânsito de Vênus, de Maureen Hunter.[17]

Infelizmente, foi impossível determinar o momento exato do início e fim do trânsito, por causa do fenômeno conhecido como “efeito da gota negra”. Durante muito tempo, imaginou-se que este efeito se devesse à espessa atmosfera de Vênus, e inicialmente ele foi considerado a primeira evidência real de que Vênus tinha uma atmosfera; entretanto, estudos recentes demonstraram tratar-se de um efeito óptico causado pelo enodoamento da imagem de Vênus por turbulências na atmosfera da Terra ou imperfeições nos aparelhos de observação.[23][24]
Em 1771, usando os dados combinados dos trânsitos de 1761 e 1769, o astrônomo francês Jérome Lalande calculou a unidade astronômica em 153 milhões de quilômetros (± 1 milhão de km). A precisão foi menor do que a esperada por causa do efeito da gota negra, mas ainda assim foi uma melhoria considerável nos cálculos de Horrocks.[17]

1874 e 1882

As observações dos trânsitos de 1874 e 1882 permitiram que este valor fosse mais refinado. Várias expedições foram enviadas para as Ilhas Kerguelen para as observações de 1874. O astrônomo americano Simon Newcomb combinou os dados dos últimos quatro trânsitos e obteve o valor de 149,59 milhões de quilômetros (± 0,31 milhão de km). Técnicas modernas, como a telemetria por sondas espaciais e observações por radar de objetos do sistema solar, permitiram a obtenção de um valor preciso para a unidade astronômica (com precisão de ± 30 m), eliminando assim a necessidade de cálculos por paralaxe.[17][24]

2004

Trânsito de Vênus visto de Degania Alef, Israel, 2004.


Apesar do abandono dos cálculos por paralaxe, houve muito interesse no trânsito de 2004, na medida em que cientistas tentaram medir o padrão de obscurecimento da luz quando Vênus bloqueou parte da luz do Sol, visando refinar técnicas que eles esperam utilizar na busca de planetas extrassolares.[24][25] Os métodos atuais para procurar planetas orbitando outras estrelas somente funcionam em alguns casos: (i) planetas muito grandes (como Júpiter, não como a Terra), cuja gravidade é forte o bastante para fazer oscilar a estrela numa extensão que nos permita detectar mudanças no movimento próprio ou mudanças por efeito Doppler na velocidade radial, (ii) planetas do tamanho de Júpiter ou Netuno muito próximos de sua estrela ou (iii) através de microlente gravitacional por planetas que passam na frente de estrelas em segundo plano, sendo a distância para a sua própria estrela comparável com o anel de Einstein.[26]
A medição da intensidade da luz durante o curso de um trânsito, quando o planeta bloqueia parte da luz, é potencialmente muito mais sensível, e poderia ser usada para encontrar planetas menores.[24] Entretanto, seria necessária uma medição extremamente precisa; por exemplo, o trânsito de Vênus provoca uma redução da luz do Sol de mero 0,001 na magnitude, e o obscurecimento por pequenos planetas extrassolares será igualmente pequeno.[27]

2012

O melhor lugar para ver o trânsito de 2012 estará no Oceano Pacífico, incluindo Havaí, Alaska e ilhas do Pacífico central. Algumas organizações começaram a se preparar para o trânsito de 2012 com grande antecipação, incluindo um grupo que organiza festividades e observações no Taiti.[28] Entre os países lusófonos será visível em parte no extremo ocidental do Brasil (pôr do Sol do dia 5), extremo oriental de Angola e todo Moçambique (nascer do Sol do dia 6). Visível na totalidade em Timor e Macau (dia 6).[29]

Trânsitos do passado e do futuro

Gravura mostrando William Crabtree realizando a primeira observação do trânsito de Vênus.
 
Atualmente os trânsitos podem acontecer somente em junho ou dezembro (ver quadro). Essas datas estão lentamente ficando mais tardias no ano; antes de 1631, os trânsitos ocorriam em maio e novembro.[5] Os trânsitos normalmente ocorrem em pares, mais ou menos na mesma data com diferença de oito anos. Isto acontece porque o período de oito anos da Terra é quase o mesmo de 13 anos de Vênus, portanto a cada oito anos os planetas estão aproximadamente na mesma posição relativa. Esta conjunção aproximada normalmente resulta em um par de trânsitos, mas não é precisa o bastante para produzir uma trinca, pois Vênus chega 22 horas mais cedo a cada vez.[5] O último trânsito que não foi parte de um par foi em 1396 e o próximo será em 3089. Em 2854 (o segundo do par 2846/2854), embora Vênus vá apenas tangenciar o Sol quando visto do equador da Terra, um trânsito parcial será visível de algumas partes do hemisfério sul.[30]
Trânsitos de Vênus no passado
Trânsitos de Vênus
Data(s) de
trânsito
Hora (UTC) Observação Caminho do trânsito
(HM Nautical
Almanac Office)
Início Meio Fim
24 de maio de1032


Observado pelo astrônomo e sábio persa Avicena.[11][10]
23 de novembro de 1396 15:45 19:27 23:09 Último trânsito a não ser parte de um par. Alguns acreditam que astrônomos astecas podem ter visto este trânsito. [2]
25-26 de maio de 1518 22:46
25 de maio
01:56
26 de maio
05:07
26 de maio

[3]
23 de maio de 1526 16:12 19:35 21:48 Último trânsito antes da invenção do telescópio [4]
7 de dezembro de 1631 03:51 05:19 06:47 Previsto por Kepler [5]
4 de dezembro de 1639 14:57 18:25 21:54 Primeiro trânsito observado por Horrocks and Crabtree [6]
6 de junho de 1761 02:02 05:19 08:37 Mikhail Lomonossov observa a atmosfera de Vênus [7]
3-4 de junho de 1769 19:15
3 de junho
22:25
3 de junho
01:35
4 de junho
Viagem do Capitão Cook ao Taiti [8]
9 de dezembro de 1874 01:49 04:07 06:26 Pietro Tacchini lidera expedição a Muddapur, Índia. Uma expedição francesa vai à Ilha Campbell, na Nova Zelândia [9]
6 de dezembro de 1882 13:57 17:06 20:15 John Phillip Sousa compõe uma marcha, "O Trânsito de Vênus", em homenagem ao trânsito.[24] [10]
8 de junho de 2004 05:13 08:20 11:26 Várias redes de telecomunicação transmitem globalmente vídeos ao vivo da passagem de Vênus [11]
Trânsitos Futuros de Vênus
Trânsitos de Vênus
Data(s) do
trânsito
Hora (UTC) Observações Caminho do Trânsito
(HM Nautical
Almanac Office)
Início Meio Fim
5-6 de junho de 2012 22:09
5 de junho
01:29
6 de junho
04:49
6 de junho
Totalmente visível no Havaí, Alasca, Austrália, o Pacífico e Ásia oriental, com o início do trânsito visível na América do Norte. [12]
10-11 de dezembro de 2117 23:58
10 de dezembro
02:48
11 de dezembro
05:38
11 de dezembro
Totalmente visível na China oriental, Japão, Taiwan, Indonésia e Austrália. Parcialmente visível na costa ocidental dos EUA e na Índia, maior parte da África e Oriente Médio. [13]
8 de dezembro de 2125 13:15 16:01 18:48 Totalmente visível na América do Sul e no leste dos EUA. Parcialmente visível no oeste dos EUA, Europa e África. [14]
11 de junho de 2247 08:42 11:33 14:25 Totalmente visível na África, Europa e Oriente Médio. Parcialmente visível na Ásia oriental, Indonésia e nas Américas do Sul e Norte. [15]
9 de junho de 2255 01:08 04:38 08:08 Totalmente visível na Rússia, Índia, China e oeste da Austrália. Parcialmente visível na África, Europa e oeste dos EUA. [16]
12-13 de dezembro de 2360 22:32
12 de dezembro
01:44
13 de dezembro
04:56
13 de dezembro
Totalmente visível na Austrália e maior parte da Indonésia. Parcialmente visível na Ásia, África e na metade ocidental das Américas. [17]
10 de dezembro de 2368 12:29 14:45 17:01 Totalmente visível na América do Sul, África ocidental e costa leste dos EUA. Parcialmente visível na Europa, oeste dos EUA e Oriente Médio. [18]
12 de junho de 2490 11:39 14:17 16:55 Totalmente visível na maior parte das Américas, África ocidental e Europa. Parcialmente visível na África oriental, Oriente Médio e Ásia. [19]
10 de junho de 2498 03:48 07:25 11:02 Totalmente visível na maior parte da Europa, Ásia, Oriente Médio e Africa oriental. Parcialmente visível no leste das Américas, Indonésia e Austrália. [20]

Em longos períodos de tempo, novas séries de trânsito se iniciarão e as antigas terminarão. Diferentemente das séries Saros para os eclipses lunares, é possível que uma série de trânsitos se reinicie depois de um hiato. As séries de trânsitos também variam muito mais em duração dos que as séries Saros.

Tangenciamento e trânsitos simultâneos

Algumas vezes Vênus apenas tangencia o Sol durante um trânsito. Nesses casos, é possível que em algumas regiões da Terra possa se ver um trânsito completo, enquanto em outras haja apenas um trânsito parcial, sem um segundo ou terceiro contato. O último trânsito deste tipo foi em 6 de dezembro de 1631 e o próximo será em 13 de dezembro de 2611.[5] É também possível que um trânsito de Vênus seja visto em algumas partes do mundo como parcial, enquanto em outras Vênus não toca o Sol. O último trânsito deste tipo aconteceu em 19 de novembro de 541 a.C. e o próximo será em 14 de dezembro de 2854.[5]
A ocorrência simultânea de trânsitos de Mercúrio e Vênus é possível, mas apenas num futuro distante. O último evento desses ocorreu em 22 de setembro de 373.173 a.C. e os próximos serão em 26 de julho de 69.163 e em 29 de março de 224.508.[31][32] A ocorrência simultânea de um eclipse solar e um trânsito é possível, mas muito rara. A última vez em que um eclipse solar aconteceu durante um trânsito de Vênus foi em 1 de novembro de 15.607 a.C.[33] e a próxima será em 5 de abril de 15.232.[31] Ressalte-se, entretanto, que, no dia seguinte do trânsito venusiano de 3 de junho de 1769, houve um eclipse total do Sol[34] que foi visível no norte da América, Europa e norte da Ásia.

Observação

Óculos para observação de eclipses podem ser usados para se observar o trânsito.

A maneira mais segura para se observar um trânsito é projetando-se a imagem do Sol através de um telescópio ou binóculo sobre uma tela, mas o evento pode ser visto a olho nu utilizando-se filtros especificamente projetados para este fim, como um filtro solar astronômico com uma camada de cromo depositada a vácuo, óculos para observação de eclipses ou óculos de soldadores grau 14. O método antigo de utilizarem-se negativos expostos de filme preto e branco não é mais considerado seguro, pois pequenas imperfeições no filme podem permitir que raios ultravioleta o ultrapassem e provoquem danos. Negativos expostos de filmes coloridos não contêm prata e são transparentes ao infravermelho, o que pode provocar queimadura da retina. A observação direta do Sol sem filtros pode provocar perda provisória ou permanente da função visual, na medida em que pode danificar ou destruir as células da retina.[3][35]
Existem quatro assim chamados “contatos” durante um trânsito – momentos em que a circunferência de Vênus toca a circunferência do Sol em um único ponto:
1.Primeiro contato (ingresso externo): Vênus está totalmente fora do disco solar, movendo-se para dentro.
2.Segundo contato (ingresso interno): Vênus está totalmente dentro do disco do Sol, movendo-se mais para dentro.
3.Terceiro contato (saída interna): Vênus está totalmente dentro do disco do Sol, movendo-se para fora.
4.Vênus está totalmente fora do disco solar, movendo-se para fora.[3]
Um chamado quinto ponto é aquele de maior trânsito, quando Vênus está no meio do seu caminho dentro do disco solar, que marca a metade da duração do trânsito.[3]

Referências

  1. John E. Westfall (2003-11). June 8, 2004:The Transit of Venus. Arquivado do original em August 8, 2007. Página visitada em 25 September 2006.
  2. Westfall, John E.. June 8, 2004:The Transit of Venus. alpo-astronomy.org. Página visitada em December 8, 2009.
  3. a b c d Transit of Venus - Safety. University of Central Lancashire. Página visitada em 21 September 2006.
  4. a b Juergen Giesen (2003). Transit Motion Applet. Página visitada em 26 September 2006.
  5. a b c d e f Fred Espenak (2004-02-11). Transits of Venus, Six Millennium Catalog: 2000 BCE to 4000 CE. NASA. Página visitada em 21 September 2006.
  6. John Walker. Transits of Venus from Earth. Fourmilab Switzerland. Página visitada em 21 September 2006.
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  8. Morley, Sylvanus G.. The Ancient Maya. 5th ed. [S.l.]: Stanford Univ Press, 1994. ISBN 9780804723107
  9. Bohumil Böhm and Vladimir Böhm. The Dresden Codex — the Book of Mayan Astronomy. Página visitada em 25 September 2006.
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  11. a b Goldstein, Bernard R.. (March 1972). "Theory and Observation in Medieval Astronomy". Isis 63 (1): 39–47 [44]. University of Chicago Press. DOI:10.1086/350839.
  12. S. M. Razaullah Ansari. History of oriental astronomy: proceedings of the joint discussion-17 at the 23rd General Assembly of the International Astronomical Union, organised by the Commission 41 (History of Astronomy), held in Kyoto, August 25–26, 1997. [S.l.]: Springer, 2002. p. 137. ISBN 1402006578
  13. Fred Espenak. . "Six Millennium Catalog of Venus Transits".
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  21. See, for example, Stanley, David. (2004). "Moon Handbooks South Pacific". Avalon Travel Publishing.
  22. Christian Mayer. . "An Account of the Transit of Venus: In a Letter to Charles Morton, ...". Royal society (GB). Philosophical transactions 54: 163.
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  28. See Venus-Tahiti2012.org.
  29. [1]
  30. Steve Bell (2004). Transits of Venus 1000 AD – 2700 AD. HM Nautical Almanac Office. Arquivado do original em September 7, 2006. Página visitada em 25 September 2006.
  31. a b "Hobby Q&A", Sky&Telescope, August 2004, p. 138.
  32. Fred Espenak (2005-04-21). Transits of Mercury, Seven Century Catalog: 1601 CE to 2300 CE. NASA. Página visitada em 27 September 2006.
  33. Jeliazkov, Jeliazko. Simultaneous occurrence of solar eclipse and a transit. transit.savage-garden.org. Página visitada em 2009-08-11. [ligação inativa]
  34. de La Lande, M.; Messier, M.. (1769). "Observations of the Transit of Venus on 3 June 1769, and the Eclipse of the Sun on the Following Day, Made at Paris, and Other Places. Extracted from Letters Addressed from M. De la Lande, of the Royal Academy of Sciences at Paris, and F. R. S. to the Astronomer Royal; And from a Letter Addressed from M. Messier to Mr. Magalhaens". Philosophical Transactions (1683–1775) 59 (0): 374–377. DOI:10.1098/rstl.1769.0050. Bibcode1769RSPT...59..374D.
  35. Fred Espenak. Eye Safety During Solar Eclipses (Adapted from NASA RP 1383 Total S.... Página visitada em 21 September 2006.

Ver também

Ligações externas


EXTRAÍDO DE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A2nsito_de_V%C3%AAnus